25/03/13
UM OLHAR DIFERENTE
"Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com cancro ou SIDA, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
Se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida."
Facundo Cabral
24/03/13
O DIÁRIO DA GRATIDÃO
Há uns dias comecei o meu Diário de Gratidão.
Todos os dias, a última coisa que faço (qualquer que seja o nível de sono) é escrever uma página, pelo menos, de motivos pelos quais estou grata.
Mesmo nos dias menos mais desafiantes tenho sempre imenso para agradecer.
Começo por agradecer à Vida sempre e a partir daí é fácil encontrar motivos pelos quais estou grata (por respirar, pela minha cama, pelos meus afectos, pelas pessoas, pelos momentos que tive ao longo do dia). E termino sempre a agradecer à Vida também.
O objectivo inicial era criar um registo de momentos importantes na minha vida.
O espantoso resultado tem sido ganhar uma grata consciência, todos os dias, sobre pequenos e "insignificantes" momentos. Torna-se fácil agradecer até os desafios, já que fico muito grata por ter as capacidades para os ultrapassar e por aprender com eles.
Este ritual tem criado em mim uma energia absolutamente maravilhosa. É mágico ir dormir com a certeza de que a Vida é muito mais generosa connosco do que nos parece, que a Vida nunca desiste de nós (ao contrário do que muitas vezes fazemos a nós mesmos), de que temos tudo em nós para Viver Bem.
É mesmo mágico.
Este será um ritual para manter por muito tempo.
Cláudia Félix Rodrigues (Mitang Orube)
Todos os dias, a última coisa que faço (qualquer que seja o nível de sono) é escrever uma página, pelo menos, de motivos pelos quais estou grata.
Mesmo nos dias menos mais desafiantes tenho sempre imenso para agradecer.
Começo por agradecer à Vida sempre e a partir daí é fácil encontrar motivos pelos quais estou grata (por respirar, pela minha cama, pelos meus afectos, pelas pessoas, pelos momentos que tive ao longo do dia). E termino sempre a agradecer à Vida também.
O objectivo inicial era criar um registo de momentos importantes na minha vida.
O espantoso resultado tem sido ganhar uma grata consciência, todos os dias, sobre pequenos e "insignificantes" momentos. Torna-se fácil agradecer até os desafios, já que fico muito grata por ter as capacidades para os ultrapassar e por aprender com eles.
Este ritual tem criado em mim uma energia absolutamente maravilhosa. É mágico ir dormir com a certeza de que a Vida é muito mais generosa connosco do que nos parece, que a Vida nunca desiste de nós (ao contrário do que muitas vezes fazemos a nós mesmos), de que temos tudo em nós para Viver Bem.É mesmo mágico.
Este será um ritual para manter por muito tempo.
Cláudia Félix Rodrigues (Mitang Orube)
21/03/13
CELEBRAÇÃO
Terminou esta 3ª feira, a 1ª edição do Curso Cura a Tua Vida Conquista os teus Sonhos No Bombarral.
Foram 12 sessões intensas de companheirismo, evolução e aprendizagem.
Um grupo absolutamente extraordinário. Foi mágica a vossa entrega e transformação.
Estou muito grata por ter conduzido um grupo tão generoso!
"No início do curso pensei “se calhar isto não é para mim, está tudo bem na minha vida, tenho uma família maravilhosa, tenho uma empresa e tenho saúde, não tenho nenhum problema” mas depois percebi que me faltava o conhecimento sobre mim própria, sobre quem realmente sou e ferramentas para me tornar uma pessoa melhor e mais feliz. Este curso serviu para fazer uma viagem ao meu interior de forma a ficar a conhecer-me melhor, estar mais atenta às oportunidades que surgem e ter consciência do poder que tenho relativamente ao que quero para o futuro."
Catarina R.
"Mais um desafio vencido!
Bem Hajas por me ajudares a conhecer-me melhor e empoderar-me.
Um bom trabalho de alinhamento comigo própria, um novo caminho.
Gostei da formação e da união entre os elementos da equipa, fruto de todas as alterações e mudanças que me proporcionas-te fazer na descoberta de mim mesma e na libertação de muitos fardos que eu carregava e que não me pertencem.
Bem hajas por me ajudares a libertar de velhas crenças que já não me servem mais.
Bem Hajas por me mostrares o quanto eu MEREÇO!"
Edviges
"Querida Claudia
Tudo na vida tem um principio e um fim... e é no espaço intermédio que temos a oportunidade de aprender e evoluir. Assim aconteceu com o curso de Louise Hay, e sinto uma gratidão imensa em ter aproveitado esse espaço na plenitude. Fui simplesmente desafiada a SENTIR o que me ia na alma...
Sinto que desabrochei de sessão para sessão e sei que durante todas estas semanas cuidei de mim!.
Aprendi a amar-me e a celebrar-me. Curei a minha criança interior que é simplesmente linda. Fiz as pazes com o passado e libertei-o. Redescobri que em cada instante da vida existe SEMPRE um lado positivo, o ponto de viragem do menos bom para a aceitação. Cresci !
Valorizei o "AGORA", e interiorizei que cada momento da vida é simplesmente UNICO!
Partilhei sentires, expressei sentimentos e opiniões , ganhei confiança e deixei fluir o que me ia na alma.
Aprendi a formular afirmações pessoais , positivas e no presente restruturando assim a minha maneira de pensar e agir. Mudei!
Uma experiência UNICA que coloquei na minha mochila de saberes ...
OBRIGADA ao grupo que me acolheu com tanto carinho! Obrigada Cláudia por permitires que todo este envolvimento acontecesse! Obrigada Carla por seres o elo de ligação . Obrigada a Deus por permitir que cruzássemos caminhos..
Coloquei a peça no puzzle do meu sucesso... honro e liberto o passado, vivo o presente como momento UNICO e o meu futuro é aquilo que construo AGORA!
Estou muito grata por reconhecer a bênção da minha existência, a proteção divina e o merecimento de tudo e de todo o amor que me rodeia.
ASSIM É!!!"
Manuela P.
Foram 12 sessões intensas de companheirismo, evolução e aprendizagem.
Um grupo absolutamente extraordinário. Foi mágica a vossa entrega e transformação.
Estou muito grata por ter conduzido um grupo tão generoso!
TESTEMUNHOS
Catarina R.
"Mais um desafio vencido!
Bem Hajas por me ajudares a conhecer-me melhor e empoderar-me.
Um bom trabalho de alinhamento comigo própria, um novo caminho.
Gostei da formação e da união entre os elementos da equipa, fruto de todas as alterações e mudanças que me proporcionas-te fazer na descoberta de mim mesma e na libertação de muitos fardos que eu carregava e que não me pertencem.
Bem hajas por me ajudares a libertar de velhas crenças que já não me servem mais.
Bem Hajas por me mostrares o quanto eu MEREÇO!"
Edviges
"Querida Claudia
Tudo na vida tem um principio e um fim... e é no espaço intermédio que temos a oportunidade de aprender e evoluir. Assim aconteceu com o curso de Louise Hay, e sinto uma gratidão imensa em ter aproveitado esse espaço na plenitude. Fui simplesmente desafiada a SENTIR o que me ia na alma...
Sinto que desabrochei de sessão para sessão e sei que durante todas estas semanas cuidei de mim!.
Aprendi a amar-me e a celebrar-me. Curei a minha criança interior que é simplesmente linda. Fiz as pazes com o passado e libertei-o. Redescobri que em cada instante da vida existe SEMPRE um lado positivo, o ponto de viragem do menos bom para a aceitação. Cresci !
Valorizei o "AGORA", e interiorizei que cada momento da vida é simplesmente UNICO!
Partilhei sentires, expressei sentimentos e opiniões , ganhei confiança e deixei fluir o que me ia na alma.
Aprendi a formular afirmações pessoais , positivas e no presente restruturando assim a minha maneira de pensar e agir. Mudei!
Uma experiência UNICA que coloquei na minha mochila de saberes ...
OBRIGADA ao grupo que me acolheu com tanto carinho! Obrigada Cláudia por permitires que todo este envolvimento acontecesse! Obrigada Carla por seres o elo de ligação . Obrigada a Deus por permitir que cruzássemos caminhos..
Coloquei a peça no puzzle do meu sucesso... honro e liberto o passado, vivo o presente como momento UNICO e o meu futuro é aquilo que construo AGORA!
Estou muito grata por reconhecer a bênção da minha existência, a proteção divina e o merecimento de tudo e de todo o amor que me rodeia.
ASSIM É!!!"
Manuela P.
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08/03/13
QUANDO FAZER UMA CONSTELAÇÃO FAMILIAR
As situações para as quais as constelações podem ser aconselháveis são muito diversas e cada caso é diferente do outro.
As constelações poderão ser importantes, por exemplo, se:
- Se sente particularmente perturbado(a) por uma situação da sua vida pessoal, amorosa, profissional ou social;
- Tem sintomas físicos persistentes;
- Tem sintomas emocionais persistentes (como raiva, depressão, ansiedade etc.);
- Tem padrões de comportamento persistentes e/ou resistentes à mudança (como adições, propensão para acidentes, distúrbios alimentares);
- Se sente bloqueado(a) ou sobrecarregado(a) pela vida;
- Se sente num ciclo de desconexão, alienação, abuso, vitimização, disfunção ou pobreza;
- Tem problemas persistentes mesmo após terapias individuais;
- Se sente assustado(a) ou atormentado(a) por uma situação da sua vida;
- Se sente desligado de uma parte de si;
- Precisa de lidar com a morte ou doença grave (sua ou de outra pessoa).
Se a sua situação não está aqui sugerimos que leia a página Temas a trabalhar.
07/03/13
Inspiração #33
01/03/13
O TESTEMUNHO DE UMA VENCEDORA...
Partilho esta mensagem magnífica da fantástica Hay Teacher Mafalda Toscano Rico, com autorização dela.
Se este testemunho puder ajudar uma pessoa que seja, já terá valido a pena.
"Uma partilha, do meu coração para o vosso:
Há alguns meses atrás foi-me diagnosticado um cancro de mama (pela segunda vez, no mesmo lado).
Da primeira vez, em 2000, tinha feito uma cirurgia conservadora (não tirei tudo) e tive de fazer quimioterapia, radioterapia, enfim... tudo o que era necessário.
Comecei a perceber que o meu corpo estava a “falar” comigo, e literalmente a "obrigar-me" a fazer uma introspecção séria sobre muita coisa na minha vida: o que é que estou aqui a fazer, qual o meu propósito de vida, o que é que não está a correr bem e preciso de mudar, o que é que o meu corpo físico precisa e eu não lhe estou a dar (e o contrário também), enfim...

Iniciei um caminho mais profundo para dentro de mim, percebi que não tinha muita auto-estima, que não tinha sonhos, que não estava a fazer tudo o que a minha Alma me pedia. Mas abri-me à mudança. Recebi muitas ajudas, um enorme apoio e Amor da minha família (a quem estou infinitamente grata), e de outras pessoas que fui conhecendo, livros inspiradores que fui lendo, e que me ajudaram a conhecer-me melhor e a amar-me mais.
Em 2006 conheci o Método Louise Hay e, com a ajuda preciosa da Vera Faria Leal, aprendi e pratiquei os princípios básicos, com todas as minhas forças, mergulhando cada vez mais fundo no conhecimento de quem eu Sou. (NOTA: há muitos outros métodos; este foi o que me cativou, pela sua simplicidade, e que tocou o meu coração; o que é importante é que cada um encontre aquilo que mais tem a ver consigo). Mas continuei a aprender e a aprofundar o meu conhecimento, com outras abordagens que encontrei pelo caminho. Conheci e continuo a conhecer pessoas maravilhosas, com quem tenho aprendido e partilhado as experiências de vida.
Hoje sei que esse é um caminho que não acaba nunca, porque cada um de nós é um verdadeiro tesouro, um Ser único, complexo e completo e difícil de conhecer (eu disse difícil, não impossível). Somos os dois lados da moeda, e não adianta negar. E há que reconhecer isso, para depois podermos fazer as nossas escolhas.
Acredito que todos os nossos problemas físicos têm origem no nosso corpo emocional, e foi por isso que, assim que soube que o cancro tinha voltado a aparecer, imediatamente deitei mãos à obra, no sentido de perceber o que é que o meu corpo me estava a querer dizer, novamente. Desta vez, com as ferramentas que fui ganhando ao longo destes anos de trabalho interno, e com a ajuda da minha terapeuta, Mª João, que me ajudou a descer ainda mais fundo na complexidade de quem Eu Sou, consegui descobrir o que é que precisava de mudar na minha vida. Mudanças difíceis e dolorosas, mas que precisavam de ser feitas. E fiz! E é espantoso como tudo se movimenta na completa harmonia, à nossa volta, quando conseguimos fazer as mudanças que a nossa Alma nos pede que façamos.
Fui operada em Dezembro passado, e ontem tive a feliz notícia de que não vou ter de fazer quimioterapia, desta vez :) !!!!
Sinto-me aliviada, mas sobretudo grata e feliz, por ter sido fiel a mim própria, por ter entendido os sinais e feito o que precisava de fazer.
Amo a Vida! É um bem que não tem preço. E a vida pode ser doce, apesar de todos os desafios. Que se desengane quem pensar que trilhar o caminho do auto-conhecimento nos torna imunes aos desafios da vida... ele dá-nos, isso sim, ferramentas preciosas e sabedoria para entender os sinais e agir, se o escolhermos fazer. É só isso que tenho feito. Cada desafio é, para mim, uma grande oportunidade de crescer.
Não posso deixar de manifestar a minha gratidão a Deus, ao meu companheiro de Alma, Paulo, aos meus filhos, ao pai dos meus filhos, aos meus irmãos, à minha querida Mãe e ao meu querido Pai, que agora se tornou um dos meus Anjos protectores, e que esteve todo o tempo comigo ontem, enquanto esperava pela consulta de decisão no IPO. A toda a minha família (de sangue e de Alma), aos todos os meus amigos, ao meu querido primo e médico que me operou e a todos os profissionais do IPO, aos meus colegas de trabalho e a todos os corações com quem tenho partilhado a minha experiência de vida, a minha gratidão!
Mafalda Toscano Rico" - 22/02/2013
O que a Mafalda diz é bem verdade "Que se desengane quem pensar que trilhar o caminho do auto-conhecimento nos torna imunes aos desafios da vida... ele dá-nos, isso sim, ferramentas preciosas e sabedoria para entender os sinais e agir, se o escolhermos fazer".
Eu digo que nunca percorremos o caminho todo até chegarmos ao fim. Continuamos sempre a ter desafios (e não sei até que ponto não são maiores) exactamente por estarmos no caminho do auto-conhecimento.
Não será isso aquilo a que chamamos Vida? Uma contínua viagem dentro de nós mesmos?
Se este testemunho puder ajudar uma pessoa que seja, já terá valido a pena.
"Uma partilha, do meu coração para o vosso:
Há alguns meses atrás foi-me diagnosticado um cancro de mama (pela segunda vez, no mesmo lado).
Da primeira vez, em 2000, tinha feito uma cirurgia conservadora (não tirei tudo) e tive de fazer quimioterapia, radioterapia, enfim... tudo o que era necessário.
Comecei a perceber que o meu corpo estava a “falar” comigo, e literalmente a "obrigar-me" a fazer uma introspecção séria sobre muita coisa na minha vida: o que é que estou aqui a fazer, qual o meu propósito de vida, o que é que não está a correr bem e preciso de mudar, o que é que o meu corpo físico precisa e eu não lhe estou a dar (e o contrário também), enfim...

Iniciei um caminho mais profundo para dentro de mim, percebi que não tinha muita auto-estima, que não tinha sonhos, que não estava a fazer tudo o que a minha Alma me pedia. Mas abri-me à mudança. Recebi muitas ajudas, um enorme apoio e Amor da minha família (a quem estou infinitamente grata), e de outras pessoas que fui conhecendo, livros inspiradores que fui lendo, e que me ajudaram a conhecer-me melhor e a amar-me mais.
Em 2006 conheci o Método Louise Hay e, com a ajuda preciosa da Vera Faria Leal, aprendi e pratiquei os princípios básicos, com todas as minhas forças, mergulhando cada vez mais fundo no conhecimento de quem eu Sou. (NOTA: há muitos outros métodos; este foi o que me cativou, pela sua simplicidade, e que tocou o meu coração; o que é importante é que cada um encontre aquilo que mais tem a ver consigo). Mas continuei a aprender e a aprofundar o meu conhecimento, com outras abordagens que encontrei pelo caminho. Conheci e continuo a conhecer pessoas maravilhosas, com quem tenho aprendido e partilhado as experiências de vida.
Hoje sei que esse é um caminho que não acaba nunca, porque cada um de nós é um verdadeiro tesouro, um Ser único, complexo e completo e difícil de conhecer (eu disse difícil, não impossível). Somos os dois lados da moeda, e não adianta negar. E há que reconhecer isso, para depois podermos fazer as nossas escolhas.
Acredito que todos os nossos problemas físicos têm origem no nosso corpo emocional, e foi por isso que, assim que soube que o cancro tinha voltado a aparecer, imediatamente deitei mãos à obra, no sentido de perceber o que é que o meu corpo me estava a querer dizer, novamente. Desta vez, com as ferramentas que fui ganhando ao longo destes anos de trabalho interno, e com a ajuda da minha terapeuta, Mª João, que me ajudou a descer ainda mais fundo na complexidade de quem Eu Sou, consegui descobrir o que é que precisava de mudar na minha vida. Mudanças difíceis e dolorosas, mas que precisavam de ser feitas. E fiz! E é espantoso como tudo se movimenta na completa harmonia, à nossa volta, quando conseguimos fazer as mudanças que a nossa Alma nos pede que façamos.
Fui operada em Dezembro passado, e ontem tive a feliz notícia de que não vou ter de fazer quimioterapia, desta vez :) !!!!
Sinto-me aliviada, mas sobretudo grata e feliz, por ter sido fiel a mim própria, por ter entendido os sinais e feito o que precisava de fazer.
Amo a Vida! É um bem que não tem preço. E a vida pode ser doce, apesar de todos os desafios. Que se desengane quem pensar que trilhar o caminho do auto-conhecimento nos torna imunes aos desafios da vida... ele dá-nos, isso sim, ferramentas preciosas e sabedoria para entender os sinais e agir, se o escolhermos fazer. É só isso que tenho feito. Cada desafio é, para mim, uma grande oportunidade de crescer.
Não posso deixar de manifestar a minha gratidão a Deus, ao meu companheiro de Alma, Paulo, aos meus filhos, ao pai dos meus filhos, aos meus irmãos, à minha querida Mãe e ao meu querido Pai, que agora se tornou um dos meus Anjos protectores, e que esteve todo o tempo comigo ontem, enquanto esperava pela consulta de decisão no IPO. A toda a minha família (de sangue e de Alma), aos todos os meus amigos, ao meu querido primo e médico que me operou e a todos os profissionais do IPO, aos meus colegas de trabalho e a todos os corações com quem tenho partilhado a minha experiência de vida, a minha gratidão!
Mafalda Toscano Rico" - 22/02/2013
O que a Mafalda diz é bem verdade "Que se desengane quem pensar que trilhar o caminho do auto-conhecimento nos torna imunes aos desafios da vida... ele dá-nos, isso sim, ferramentas preciosas e sabedoria para entender os sinais e agir, se o escolhermos fazer".
Eu digo que nunca percorremos o caminho todo até chegarmos ao fim. Continuamos sempre a ter desafios (e não sei até que ponto não são maiores) exactamente por estarmos no caminho do auto-conhecimento.
Não será isso aquilo a que chamamos Vida? Uma contínua viagem dentro de nós mesmos?
25/02/13
O TEU PODER PARA ESCOLHER
Palavras de Christiane Northrup:
"É enorme o sofrimento que vem da ideia errada de que é nossa a responsabilidade de fazer felizes os nossos filhos adultos ou a nossa mãe. Isso simplesmente não é possível. Viver uma vida sã e feliz é de facto uma escolha, uma decisão. Isto faz-se aproveitando o teu poder para escolher pensamentos, comportamentos e crenças que te façam sentir bem. Este é um processo que requer tempo e esforço. Significa estarmos dispostas a encontrar beleza e alegria dia a dia, na vida cotidiana. Temos que procurar conscientemente pensamentos e coisas que te façam sentir melhor. Vai acontecendo com o tempo".
Deixo aqui um poema escrito por alguém que não quer colocar o nome e que se aplica a qualquer tipo de relação.
ANTES E AGORA
Estava tão imersaem proteger os teus sentimentos
que não respeitava os meus.
Estava tão imersa
em tentar fazer-te feliz
que não encontrava a minha felicidade.
Estava tão imersa
em procurar a tua aceitação
que não me aceitava a mim própria.
Estava tão imersa
em pôr-me bonita para ti
que deixei de ver a minha beleza interior.
Estava tão imersa
em cuidar de ti
que não cuidava de mim.
Estava tão imersa
em nutrir-te
que não me nutria eu.
Estava tão imersa em amar-te
que não me amava a mim
Hoje respeito os meus sentimentos,
agora posso compenetrar-me com os teus.
Hoje encontrei a minha felicidade,
agora posso compartilhá-la contigo.
Hoje aceito-me,
agora aceito-te, sem condições.
Hoje vejo a minha beleza interior,
agora vejo a tua beleza.
Hoje procuro tempo para me nutrir,
agora posso nutrir-te a ti.
Hoje amo-me,
agora posso corresponder ao teu amor".
Publicado originalmente por Xuxuta Grave
24/02/13
A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA (parte 1)
A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros.
Além de problemas biológicos, não consigo pensar em uma única dificuldade psicológica - da ansiedade e depressão ao medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho, ao espancamento de companheiros e filhos, às disfunções sexuais ou à imaturidade emocional, ao suicídio ou aos crimes violentos – que não esteja relacionada com uma auto-estima negativa.
De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. A auto-estima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória.
Vamos entender o que é auto-estima. Ela tem dois componentes: o sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal. Em outras palavras, a auto-estima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito. Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades).
Ter uma auto-estima elevada é sentir-se confiantemente adequado à vida, isto é, competente e merecedor, no sentido que acabamos de citar. Ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto, mas ERRADO COMO PESSOA. Ter uma auto-estima média é flutuar entre sentir-se adequado ou inadequado, certo ou errado como pessoa e manifestar essa inconsistência no comportamento – às vezes agindo com sabedoria, às vezes como tolo – reforçando, portanto, a incerteza.
A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fone básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade.Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto nível de auto-estima, vivenciando tanto a autoconfiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada. Entretanto, infelizmente, uma grande quantidade de pessoas não se sente assim.
Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”. Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.
No processo de crescimento e no processo de vivenciar esse crescimento, é muito fácil que nos alienemos do autoconceito positivo (ou que nunca formemos um). Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas.
Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.
Desenvolver a auto-estima é desenvolver a convicção de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade e, portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados.
Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz.
Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima.
Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima.
Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a nos amar mais; não é preciso nos sentir inferiores para que queiramos nos sentir mais confiantes. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria.
Quanto maior a nossa auto-estima, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida; quanto mais flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota.
Quanto maior a nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos em nosso trabalho, ou seja, maior a probabilidade de obtermos sucesso.
Quanto maior a nossa auto-estima, mais ambiciosos tenderemos a ser, não necessariamente na carreira ou em assuntos financeiros, mas em termos das experiências que esperamos vivenciar de maneira emocional, criativa ou espiritual.Quanto maior a nossa auto-estima, maiores serão as nossas possibilidades de manter relações saudáveis, em vez de destrutivas, pois, assim como o amor atrai o amor, a saúde atrai a saúde, e a vitalidade e a comunicabilidade atraem mais do que o vazio e o oportunismo.
Quanto maior a nossa auto-estima, mais inclinados estaremos a tratar os outros com respeito, benevolência e boa vontade, pois não os vemos como ameaça, não nos sentimos como “estranhos e amedrontados num mundo que nós jamais criamos” (citando um poema de A. E. Housman), uma vez que o auto-respeito é o fundamento do respeito pelos outros.
Quanto maior a nossa auto-estima, mais alegria teremos pelo simples fato de ser, de despertar pela manhã, de viver dentro dos nossos próprios corpos. São essas as recompensas que a nossa autoconfiança e o nosso auto-respeito nos oferecem.
in AUTO-ESTIMA: Como aprender a gostar de si mesmo de Nathaniel Branden
20/02/13
Tributo a Debbie Ford - Continuar a descobrir a Sombra
Soube hoje que partiu a fantástica Debbie Ford.
Esta senhora dedicou-se a descobrir e a ensinar a trabalhar a Sombra, o nosso lado reprimido.
Através do seu trabalho apaixonei-me pela minha Sombra e a apaixonar-me a Sombra dos outros. Para que estas partes de nós não sejam nossas inimigas, mas antes instrumentos de alcançarmos a nossa luz e a nossa maior grandeza.
Traduzirei grosseiramente as palavras da sua irmã Arielle no facebook.
A palavra que melhor descreve Debbie era ser uma "Buscadora".
Na sua adolescência e durante os seus 20 anos, buscava excitação, festas, aventura selvagem e claro compras.
Nos seus trinta, começou a buscar entendimento sobre a mente, o corpo, ligação espiritual para se curar da adicção.
A partir, dos quarenta, dedicou-se a ensinar e partilhar o seu próprio processo de cura, enquanto buscava novos e mais profundos caminhos para a completude.
A sua missão foi cumprida. Hoje muitas pessoas estão mais conscientes porque ela abriu um caminho nunca antes revelado.
O maior tributo que sinto poder fazer é continuar nesta descoberta da minha Sombra e da dos outros.
Deixo aqui um excerto do seu livro "Quando as pessoas boas fazem coisas más", que recomendo vivamente a todos.
Há estrelas que brilham mais no Céu. Debbie Ford é uma delas.
"O ponto fraco da psique humana, que muitas vezes é referido como o nosso lado sombrio, é a origem de todos os actos de auto-sabotagem. Nascido da vergonha, medo e negação desvia as nossas boas intenções e conduz-nos a actos impensáveis de autodestruição e não tão impensáveis de auto-sabotagem.
A vergonha e a negação alimentam o nosso lado sombrio por uma simples razão. Se aceitássemos as nossas fraquezas, imperfeições e defeitos como parte natural da nossa humanidade, teríamos a capacidade de pedir ajuda quando somos confrontados com um impulso com o qual não sabemos lidar. Aperceber-nos-íamos de que esses impulsos sombrios são uma parte natural da nossa humanidade que é necessário compreender e aceitar. Mas porque esses ímpetos não são explorados nem examinados, são envoltos em vergonha e negação e mantidos ocultos nas trevas. E é aí que o nosso self sombra, os apectos indesejados e negados de nós próprios, ganha mais poder até ser inevitável a explosão.
Todos os aspectos de nós próprios que negámos, todos os pensamentos e sentimentos que considerámos inaceitáveis e errados acabam por se dar a conhecer nas nossas vidas. Quando estamos a atarefados a construir um negócio, a criar uma familia ou a cuidar das pessoas que amamos, quando estamos demasiado ocupados para prestar atenção às nossas emoções, temos de esconder os nossos impulsos sombrios e qualidades revestidas de vergonha, o que nos coloca em risco de explosão exterior. Numa questão de minutos, quando menos esperamos, um aspecto rejeitado ou indesejado de nós próprios pode emergir e destruir as nossas vidas, as nossas reputações e todo o nosso trabalho esforçado.
Quantos mais actos flagrantes de auto-sabotagem temos de testemunhar até compreendermos os efeitos devastadores de negar e reprimir o nosso refugo emocional não processado?
(...) Pode ser uma coisa tão insignificante como arranjar uma discussão com o seu marido antes de sairem para um compromisso há muito adiado, ou criticar a sua filha à frente dos amigos depois de passar meses a edificar a sua confiança. Pode ser o adiamento da actualização do seu currículo e perder uma oportunidade fantástica, ou passar uma noite à frente do frigorífico depois de três meses de dieta. Talvez seja fazer um remoque para si próprio pensando que alguém já tinha desligado o telefone quando na realidade não tinha. (...) Na maior parte das vezes, a nossa dor não processada magoará muita gente. Muitas vidas serão prejudicadas, muitos corações ficarão destroçados e alguns espectadores serão apanhados pelos saplicos.
Comparemos as nossas emoções reprimidas e qualidades renegadas a lava humana. A lava existe sob a superfície da terra. Se não houver saídas de vapor à superfície da terra para aliviar a pressão da força poderosa que jaz sob ela, o único escape é sob a forma de erupção. De igual modo, os nossos desejos e impulsos sombrios acumulam-s ns nossas psiques e, a menos que encontremos maneiras seguras e saudáveis de as libertar, expressam-se de modos inadequados e potencialmente perigosos. Reconhecendo, aceitando e acolhendo o nosso lado sombrio criamos em nós respiradouros naturais. Facultando uma abertura, eliminamos a preocupação de uma explosão porque permitimos que a pressão seja liberta de uma maneira segura e apropriada. Mas, quando está esondida na sombra, reprimida pela vergonha e negada por medo, a sombra não tem alternativa senão explodir.
Devemos expor as duas forças contraditórias que existem dentro de cada um de nós: a força que nos obriga a expandir a nossa capacidade de dar e receber amort, a prestar atenção à nossa voz interior e a ser um membro contributivo da comunidade – e a força que nos controla, sabota os nossos melhores esforços e nos guia repetidamente numa direcção, que é inconsistente com os nossos objectivos mais grandiosos e valores mais profundos. É este o momento de abrirmos os olhos às razões pelas quais pessoas boas - trabalhadoras, emprenhadas, bem-intencionadas, frequentadoras da igreja e contributivas – fazem coisas más; e olhar honestamente para o modo como nos tornamos no nosso pior inimigo.
Segundo uma citação atribuída ao grande psicólogo Carl Jung, há décadas, “Prefiro ser inteiro a ser bom”; por outras palavras, se tentarmos ser apenas “boas pessoas” separando-nos ou dissociando-nos dos impulsos mais sombrios que existem na estrutura do nosso ego, isolamo-nos precisamente da essência da nossa humanidade. E, ao reprimir o nosso lado sombrio, só o convidamos a manifestar-se de formas doentias.
Nós, boas pessoas, fazemos coisas más quando fugimos aos nossos impulsos humanos básicos e negamos a dor, o descontenatemnto, o desgosto e impulsos conflituantes. Quando, pro vergonha, negamos que temos necessidades e fraquezas humanas, fechamos os olhos à nossa natureza essencial e ignoramos as necessidades dos nossos selves inferiores. Depois, isolados da parte mais pura de nós, da nossa origem, encontramo-nos vulneráveis a expressar pensamentos, comportamentos e impulsos que nunca pensámos serem possíveis.
A história de Jekyll e Hyde é um exemplo extremo, mas a verdade é que a maioria de nós serve dois donos. A consciência humana não é “uma peça única” mas sim múltipla, dinâmica e inconsistente, volátil e frágil. Ao esforçarmo-nos por manter a nossa consciencialização diária, prestando atenção ao que acontece à nossa volta e dentro de nós, o nosso primeiro dono incita-nos a maximizar essa consciência, a ser um “bom” ser humano que terá sucesso no empreendimento da vida. O nosso segundo dono, por outro lado, pede-nos para sermos outro tipo de recipiente: em vez de sermos um contentor para maior consciência, pede-nos para conter todos os conflitos, contradiçõesm ambiguidades, ironias, paradoxos e complexidades da vida humana, que podem entrar em erupção, muitas vezes não solicitada e apesar dos nossos desejos em contrário, corrompendo as nossas melhores intenções. É esta a condição precária da nossa experiência humana.
Estas duas forças opostas fazem parte da nossa configuração humana. Não há absolutamente nada que possamos fazer para eliminar qualquer uma delas, nem o quereríamos. Quando compreendermos amnas e as deixarmos actuar do modo como foram comcebidas, consderamo-nos eternamente gratos por possuirmos estas duas forças. Podemos esforçar-nos por reprimi-las, escondê-las, negá-las, ignorá-las e emudecê-las, mas estarão sempre lá, quer queiramos reconhecê-las ou não. Estarão sempre lá nos momentos de paz interior e nos momentos de conflito."
Ler também " A Luz da Nossa Sombra", aqui.
Esta senhora dedicou-se a descobrir e a ensinar a trabalhar a Sombra, o nosso lado reprimido.
Através do seu trabalho apaixonei-me pela minha Sombra e a apaixonar-me a Sombra dos outros. Para que estas partes de nós não sejam nossas inimigas, mas antes instrumentos de alcançarmos a nossa luz e a nossa maior grandeza.
Traduzirei grosseiramente as palavras da sua irmã Arielle no facebook.
A palavra que melhor descreve Debbie era ser uma "Buscadora".
Na sua adolescência e durante os seus 20 anos, buscava excitação, festas, aventura selvagem e claro compras.
Nos seus trinta, começou a buscar entendimento sobre a mente, o corpo, ligação espiritual para se curar da adicção.
A partir, dos quarenta, dedicou-se a ensinar e partilhar o seu próprio processo de cura, enquanto buscava novos e mais profundos caminhos para a completude.
A sua missão foi cumprida. Hoje muitas pessoas estão mais conscientes porque ela abriu um caminho nunca antes revelado.
O maior tributo que sinto poder fazer é continuar nesta descoberta da minha Sombra e da dos outros.
Deixo aqui um excerto do seu livro "Quando as pessoas boas fazem coisas más", que recomendo vivamente a todos.
Há estrelas que brilham mais no Céu. Debbie Ford é uma delas.
"O ponto fraco da psique humana, que muitas vezes é referido como o nosso lado sombrio, é a origem de todos os actos de auto-sabotagem. Nascido da vergonha, medo e negação desvia as nossas boas intenções e conduz-nos a actos impensáveis de autodestruição e não tão impensáveis de auto-sabotagem.
A vergonha e a negação alimentam o nosso lado sombrio por uma simples razão. Se aceitássemos as nossas fraquezas, imperfeições e defeitos como parte natural da nossa humanidade, teríamos a capacidade de pedir ajuda quando somos confrontados com um impulso com o qual não sabemos lidar. Aperceber-nos-íamos de que esses impulsos sombrios são uma parte natural da nossa humanidade que é necessário compreender e aceitar. Mas porque esses ímpetos não são explorados nem examinados, são envoltos em vergonha e negação e mantidos ocultos nas trevas. E é aí que o nosso self sombra, os apectos indesejados e negados de nós próprios, ganha mais poder até ser inevitável a explosão.
Todos os aspectos de nós próprios que negámos, todos os pensamentos e sentimentos que considerámos inaceitáveis e errados acabam por se dar a conhecer nas nossas vidas. Quando estamos a atarefados a construir um negócio, a criar uma familia ou a cuidar das pessoas que amamos, quando estamos demasiado ocupados para prestar atenção às nossas emoções, temos de esconder os nossos impulsos sombrios e qualidades revestidas de vergonha, o que nos coloca em risco de explosão exterior. Numa questão de minutos, quando menos esperamos, um aspecto rejeitado ou indesejado de nós próprios pode emergir e destruir as nossas vidas, as nossas reputações e todo o nosso trabalho esforçado.
Quantos mais actos flagrantes de auto-sabotagem temos de testemunhar até compreendermos os efeitos devastadores de negar e reprimir o nosso refugo emocional não processado?
(...) Pode ser uma coisa tão insignificante como arranjar uma discussão com o seu marido antes de sairem para um compromisso há muito adiado, ou criticar a sua filha à frente dos amigos depois de passar meses a edificar a sua confiança. Pode ser o adiamento da actualização do seu currículo e perder uma oportunidade fantástica, ou passar uma noite à frente do frigorífico depois de três meses de dieta. Talvez seja fazer um remoque para si próprio pensando que alguém já tinha desligado o telefone quando na realidade não tinha. (...) Na maior parte das vezes, a nossa dor não processada magoará muita gente. Muitas vidas serão prejudicadas, muitos corações ficarão destroçados e alguns espectadores serão apanhados pelos saplicos.
Comparemos as nossas emoções reprimidas e qualidades renegadas a lava humana. A lava existe sob a superfície da terra. Se não houver saídas de vapor à superfície da terra para aliviar a pressão da força poderosa que jaz sob ela, o único escape é sob a forma de erupção. De igual modo, os nossos desejos e impulsos sombrios acumulam-s ns nossas psiques e, a menos que encontremos maneiras seguras e saudáveis de as libertar, expressam-se de modos inadequados e potencialmente perigosos. Reconhecendo, aceitando e acolhendo o nosso lado sombrio criamos em nós respiradouros naturais. Facultando uma abertura, eliminamos a preocupação de uma explosão porque permitimos que a pressão seja liberta de uma maneira segura e apropriada. Mas, quando está esondida na sombra, reprimida pela vergonha e negada por medo, a sombra não tem alternativa senão explodir.
Devemos expor as duas forças contraditórias que existem dentro de cada um de nós: a força que nos obriga a expandir a nossa capacidade de dar e receber amort, a prestar atenção à nossa voz interior e a ser um membro contributivo da comunidade – e a força que nos controla, sabota os nossos melhores esforços e nos guia repetidamente numa direcção, que é inconsistente com os nossos objectivos mais grandiosos e valores mais profundos. É este o momento de abrirmos os olhos às razões pelas quais pessoas boas - trabalhadoras, emprenhadas, bem-intencionadas, frequentadoras da igreja e contributivas – fazem coisas más; e olhar honestamente para o modo como nos tornamos no nosso pior inimigo.
Segundo uma citação atribuída ao grande psicólogo Carl Jung, há décadas, “Prefiro ser inteiro a ser bom”; por outras palavras, se tentarmos ser apenas “boas pessoas” separando-nos ou dissociando-nos dos impulsos mais sombrios que existem na estrutura do nosso ego, isolamo-nos precisamente da essência da nossa humanidade. E, ao reprimir o nosso lado sombrio, só o convidamos a manifestar-se de formas doentias.Nós, boas pessoas, fazemos coisas más quando fugimos aos nossos impulsos humanos básicos e negamos a dor, o descontenatemnto, o desgosto e impulsos conflituantes. Quando, pro vergonha, negamos que temos necessidades e fraquezas humanas, fechamos os olhos à nossa natureza essencial e ignoramos as necessidades dos nossos selves inferiores. Depois, isolados da parte mais pura de nós, da nossa origem, encontramo-nos vulneráveis a expressar pensamentos, comportamentos e impulsos que nunca pensámos serem possíveis.
A história de Jekyll e Hyde é um exemplo extremo, mas a verdade é que a maioria de nós serve dois donos. A consciência humana não é “uma peça única” mas sim múltipla, dinâmica e inconsistente, volátil e frágil. Ao esforçarmo-nos por manter a nossa consciencialização diária, prestando atenção ao que acontece à nossa volta e dentro de nós, o nosso primeiro dono incita-nos a maximizar essa consciência, a ser um “bom” ser humano que terá sucesso no empreendimento da vida. O nosso segundo dono, por outro lado, pede-nos para sermos outro tipo de recipiente: em vez de sermos um contentor para maior consciência, pede-nos para conter todos os conflitos, contradiçõesm ambiguidades, ironias, paradoxos e complexidades da vida humana, que podem entrar em erupção, muitas vezes não solicitada e apesar dos nossos desejos em contrário, corrompendo as nossas melhores intenções. É esta a condição precária da nossa experiência humana.
Estas duas forças opostas fazem parte da nossa configuração humana. Não há absolutamente nada que possamos fazer para eliminar qualquer uma delas, nem o quereríamos. Quando compreendermos amnas e as deixarmos actuar do modo como foram comcebidas, consderamo-nos eternamente gratos por possuirmos estas duas forças. Podemos esforçar-nos por reprimi-las, escondê-las, negá-las, ignorá-las e emudecê-las, mas estarão sempre lá, quer queiramos reconhecê-las ou não. Estarão sempre lá nos momentos de paz interior e nos momentos de conflito."
Ler também " A Luz da Nossa Sombra", aqui.
18/02/13
Lei Universal dos Ciclos
Aceitar os ciclos da vida é um
requisito importante para a prosperidade. Os países têm ciclos económicos em
que por vezes o mercado está contraído; noutras vezes a economia está vigorosa
e em alta. As estações sucedem-se nos seus ritmos de fartura de colheitas e de
nudez onde a terra se prepara para acolher novas sementeiras. O dia e a noite
sucedem-se ensinando-nos a dualidade universal nas suas espirais de actividade
e repouso.
Também as nossas vidas têm
ciclos de colher e de semear; de retiro e de actividade; há momentos em que
somos podados pela vida e quase ficamos no osso, como as árvores no Outono; a
Vida assim faz connosco para melhor podermos florescer na Primavera seguinte.
Celebre e agradeça por qualquer
momento do ciclo em que esteja, agora mesmo.
Sabedoria é aceitar fazer o
melhor possível em cada estação da Vida, para colher a maior prosperidade e
benção quando chegar o tempo da colheita, sem atropelar as estações.
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