© Copyright Cláudia Félix Rodrigues

08/03/13

QUANDO FAZER UMA CONSTELAÇÃO FAMILIAR


As situações para as quais as constelações podem ser aconselháveis são muito diversas e cada caso é diferente do outro.
As constelações poderão ser importantes, por exemplo, se:
  • Se sente particularmente perturbado(a) por uma situação da sua vida pessoal, amorosa, profissional ou social;
  • Tem sintomas físicos persistentes;
  • Tem sintomas emocionais persistentes (como raiva, depressão, ansiedade etc.);
  • Tem padrões de comportamento persistentes e/ou resistentes à mudança (como adições, propensão para acidentes, distúrbios alimentares);
  • Se sente bloqueado(a) ou sobrecarregado(a) pela vida;
  • Se sente num ciclo de desconexão, alienação, abuso, vitimização, disfunção ou pobreza;
  • Tem problemas persistentes mesmo após terapias individuais;
  • Se sente assustado(a) ou atormentado(a) por uma situação da sua vida;
  • Se sente desligado de uma parte de si;
  • Precisa de lidar com a morte ou doença grave (sua ou de outra pessoa).

Se a sua situação não está aqui sugerimos que leia a página Temas a trabalhar.
Sobre o Processo das Constelações, ler aqui.




07/03/13

Inspiração #33

Nem sempre a vida nos facilita o caminho, não porque desista de nós, nem sequer para nos testar. Mas para nos abrir novos e mais felizes rumos.

Cláudia Félix Rodrigues

01/03/13

O TESTEMUNHO DE UMA VENCEDORA...

Partilho esta mensagem magnífica da fantástica Hay Teacher Mafalda Toscano Rico, com autorização dela.
Se este testemunho puder ajudar uma pessoa que seja, já terá valido a pena.

"Uma partilha, do meu coração para o vosso:
Há alguns meses atrás foi-me diagnosticado um cancro de mama (pela segunda vez, no mesmo lado).
Da primeira vez, em 2000, tinha feito uma cirurgia conservadora (não tirei tudo) e tive de fazer quimioterapia, radioterapia, enfim... tudo o que era necessário.


Comecei a perceber que o meu corpo estava a “falar” comigo, e literalmente a "obrigar-me" a fazer uma introspecção séria sobre muita coisa na minha vida: o que é que estou aqui a fazer, qual o meu propósito de vida, o que é que não está a correr bem e preciso de mudar, o que é que o meu corpo físico precisa e eu não lhe estou a dar (e o contrário também), enfim...


Iniciei um caminho mais profundo para dentro de mim, percebi que não tinha muita auto-estima, que não tinha sonhos, que não estava a fazer tudo o que a minha Alma me pedia. Mas abri-me à mudança. Recebi muitas ajudas, um enorme apoio e Amor da minha família (a quem estou infinitamente grata), e de outras pessoas que fui conhecendo, livros inspiradores que fui lendo, e que me ajudaram a conhecer-me melhor e a amar-me mais.


Em 2006 conheci o Método Louise Hay e, com a ajuda preciosa da Vera Faria Leal, aprendi e pratiquei os princípios básicos, com todas as minhas forças, mergulhando cada vez mais fundo no conhecimento de quem eu Sou. (NOTA: há muitos outros métodos; este foi o que me cativou, pela sua simplicidade, e que tocou o meu coração; o que é importante é que cada um encontre aquilo que mais tem a ver consigo). Mas continuei a aprender e a aprofundar o meu conhecimento, com outras abordagens que encontrei pelo caminho. Conheci e continuo a conhecer pessoas maravilhosas, com quem tenho aprendido e partilhado as experiências de vida.


Hoje sei que esse é um caminho que não acaba nunca, porque cada um de nós é um verdadeiro tesouro, um Ser único, complexo e completo e difícil de conhecer (eu disse difícil, não impossível). Somos os dois lados da moeda, e não adianta negar. E há que reconhecer isso, para depois podermos fazer as nossas escolhas.


Acredito que todos os nossos problemas físicos têm origem no nosso corpo emocional, e foi por isso que, assim que soube que o cancro tinha voltado a aparecer, imediatamente deitei mãos à obra, no sentido de perceber o que é que o meu corpo me estava a querer dizer, novamente. Desta vez, com as ferramentas que fui ganhando ao longo destes anos de trabalho interno, e com a ajuda da minha terapeuta, Mª João, que me ajudou a descer ainda mais fundo na complexidade de quem Eu Sou, consegui descobrir o que é que precisava de mudar na minha vida. Mudanças difíceis e dolorosas, mas que precisavam de ser feitas. E fiz! E é espantoso como tudo se movimenta na completa harmonia, à nossa volta, quando conseguimos fazer as mudanças que a nossa Alma nos pede que façamos.


Fui operada em Dezembro passado, e ontem tive a feliz notícia de que não vou ter de fazer quimioterapia, desta vez :) !!!!
Sinto-me aliviada, mas sobretudo grata e feliz, por ter sido fiel a mim própria, por ter entendido os sinais e feito o que precisava de fazer.


Amo a Vida! É um bem que não tem preço. E a vida pode ser doce, apesar de todos os desafios. Que se desengane quem pensar que trilhar o caminho do auto-conhecimento nos torna imunes aos desafios da vida... ele dá-nos, isso sim, ferramentas preciosas e sabedoria para entender os sinais e agir, se o escolhermos fazer. É só isso que tenho feito. Cada desafio é, para mim, uma grande oportunidade de crescer.


Não posso deixar de manifestar a minha gratidão a Deus, ao meu companheiro de Alma, Paulo, aos meus filhos, ao pai dos meus filhos, aos meus irmãos, à minha querida Mãe e ao meu querido Pai, que agora se tornou um dos meus Anjos protectores, e que esteve todo o tempo comigo ontem, enquanto esperava pela consulta de decisão no IPO. A toda a minha família (de sangue e de Alma), aos todos os meus amigos, ao meu querido primo e médico que me operou e a todos os profissionais do IPO, aos meus colegas de trabalho e a todos os corações com quem tenho partilhado a minha experiência de vida, a minha gratidão!


Mafalda Toscano Rico" - 22/02/2013


O que a Mafalda diz é bem verdade "Que se desengane quem pensar que trilhar o caminho do auto-conhecimento nos torna imunes aos desafios da vida... ele dá-nos, isso sim, ferramentas preciosas e sabedoria para entender os sinais e agir, se o escolhermos fazer".

Eu digo que nunca percorremos o caminho todo até chegarmos ao fim. Continuamos sempre a ter desafios (e não sei até que ponto não são maiores) exactamente por estarmos no caminho do auto-conhecimento. 


Não será isso aquilo a que chamamos Vida? Uma contínua viagem dentro de nós mesmos?

25/02/13

O TEU PODER PARA ESCOLHER


Palavras de Christiane Northrup:

"É enorme o sofrimento que vem da ideia errada de que é nossa a responsabilidade de fazer felizes os nossos filhos adultos ou a nossa mãe. Isso simplesmente não é possível. Viver uma vida sã e feliz é de facto uma escolha, uma decisão. Isto faz-se aproveitando o teu poder para escolher pensamentos, comportamentos e crenças que te façam sentir bem. Este é um processo que requer tempo e esforço. Significa estarmos dispostas a encontrar beleza e alegria dia a dia, na vida cotidiana. Temos que procurar conscientemente pensamentos e coisas que te façam sentir melhor. Vai acontecendo com o tempo".

Deixo aqui um poema escrito por alguém que não quer colocar o nome e que se aplica a qualquer tipo de relação.

ANTES E AGORA

Estava tão imersa
em proteger os teus sentimentos
que não respeitava os meus.
Estava tão imersa
em tentar fazer-te feliz
que não encontrava a minha felicidade.
Estava tão imersa
em procurar a tua aceitação
que não me aceitava a mim própria.
Estava tão imersa
em pôr-me bonita para ti
que deixei de ver a minha beleza interior.
Estava tão imersa
em cuidar de ti
que não cuidava de mim.
Estava tão imersa
em nutrir-te
que não me nutria eu.
Estava tão imersa em amar-te
que não me amava a mim

Hoje respeito os meus sentimentos,
agora posso compenetrar-me com os teus.
Hoje encontrei a minha felicidade,
agora posso compartilhá-la contigo.

Hoje aceito-me,
agora aceito-te, sem condições.
Hoje vejo a minha beleza interior,
agora vejo a tua beleza.
Hoje procuro tempo para me nutrir,
agora posso nutrir-te a ti.
Hoje amo-me,
agora posso corresponder ao teu amor".

Publicado originalmente por Xuxuta Grave

24/02/13

A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA (parte 1)


A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros.

Além de problemas biológicos, não consigo pensar em uma única dificuldade psicológica - da ansiedade e depressão ao medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho, ao espancamento de companheiros e filhos, às disfunções sexuais ou à imaturidade emocional, ao suicídio ou aos crimes violentos – que não esteja relacionada com uma auto-estima negativa.

De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. A auto-estima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória.

Vamos entender o que é auto-estima. Ela tem dois componentes: o sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal. Em outras palavras, a auto-estima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito. Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar  com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades).

Ter uma auto-estima elevada é sentir-se confiantemente adequado à vida, isto é, competente e merecedor, no sentido que acabamos de citar. Ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto, mas ERRADO COMO PESSOA. Ter uma auto-estima média é flutuar entre sentir-se adequado ou inadequado, certo ou errado como pessoa e manifestar essa inconsistência no comportamento – às vezes agindo com sabedoria, às vezes como tolo – reforçando, portanto, a incerteza.

A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fone básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade.

Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto nível de auto-estima, vivenciando tanto a autoconfiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada. Entretanto, infelizmente, uma grande quantidade de pessoas não se sente assim.

Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”. Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.

No processo de crescimento e no processo de vivenciar esse crescimento, é muito fácil que nos alienemos do autoconceito positivo (ou que nunca formemos um). Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas.

Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.


Desenvolver a auto-estima é desenvolver a convicção de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade e, portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados.

Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz.
Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima.

Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima.

Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a nos amar mais; não é preciso nos sentir inferiores para que queiramos nos sentir mais confiantes. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida; quanto mais flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota.

Quanto maior a nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos em nosso trabalho, ou seja, maior a probabilidade de obtermos sucesso.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais ambiciosos tenderemos a ser, não necessariamente na carreira ou em assuntos financeiros, mas em termos das experiências que esperamos vivenciar de maneira emocional, criativa ou espiritual.

Quanto maior a nossa auto-estima, maiores serão as nossas possibilidades de manter relações saudáveis, em vez de destrutivas, pois, assim como o amor atrai o amor, a saúde atrai a saúde, e a vitalidade e a comunicabilidade atraem mais do que o vazio e o oportunismo.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais inclinados estaremos a tratar os outros com respeito, benevolência e boa vontade, pois não os vemos como ameaça, não nos sentimos como “estranhos e amedrontados num mundo que nós jamais criamos” (citando um poema de A. E. Housman), uma vez que o auto-respeito é o fundamento do respeito pelos outros.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais alegria teremos pelo simples fato de ser, de despertar pela manhã, de viver dentro dos nossos próprios corpos. São essas as recompensas que a nossa autoconfiança e o nosso auto-respeito nos oferecem.

in AUTO-ESTIMA: Como aprender a gostar de si mesmo de Nathaniel Branden

20/02/13

Tributo a Debbie Ford - Continuar a descobrir a Sombra

Soube hoje que partiu a fantástica Debbie Ford.
Esta senhora dedicou-se a descobrir e a ensinar a trabalhar a Sombra, o nosso lado reprimido.

Através do seu trabalho apaixonei-me pela minha Sombra e a apaixonar-me a Sombra dos outros. Para que estas partes de nós não sejam nossas inimigas, mas antes instrumentos de alcançarmos a nossa luz e a nossa maior grandeza.



Traduzirei grosseiramente as palavras da sua irmã Arielle no facebook.
A palavra que melhor descreve Debbie era ser uma "Buscadora".


Na sua adolescência e durante os seus 20 anos, buscava excitação, festas, aventura selvagem e claro compras.
Nos seus trinta, começou a buscar entendimento sobre a mente, o corpo, ligação espiritual para se curar da adicção.
A partir, dos quarenta, dedicou-se a ensinar e partilhar o seu próprio processo de cura, enquanto buscava novos e mais profundos caminhos para a completude.


A sua missão foi cumprida. Hoje muitas pessoas estão mais conscientes porque ela abriu um caminho nunca antes revelado.
O maior tributo que sinto poder fazer é continuar nesta descoberta da minha Sombra e da dos outros.

Deixo aqui um excerto do seu livro "Quando as pessoas boas fazem coisas más", que recomendo vivamente a todos.

Há estrelas que brilham mais no Céu. Debbie Ford é uma delas.


"O ponto fraco da psique humana, que muitas vezes é referido como o nosso lado sombrio, é a origem de todos os actos de auto-sabotagem. Nascido da vergonha, medo e negação desvia as nossas boas intenções e conduz-nos a actos impensáveis de autodestruição e não tão impensáveis de auto-sabotagem.

A vergonha e a negação alimentam o nosso lado sombrio por uma simples razão. Se aceitássemos as nossas fraquezas, imperfeições e defeitos como parte natural da nossa humanidade, teríamos a capacidade de pedir ajuda quando somos confrontados com um impulso com o qual não sabemos lidar. Aperceber-nos-íamos de que esses impulsos sombrios são uma parte natural da nossa humanidade que é necessário compreender e aceitar. Mas porque esses ímpetos não são explorados nem examinados, são envoltos em vergonha e negação e mantidos ocultos nas trevas. E é aí que o nosso self sombra, os apectos indesejados e negados de nós próprios, ganha mais poder até ser inevitável a explosão.

Todos os aspectos de nós próprios que negámos, todos os pensamentos e sentimentos que considerámos inaceitáveis e errados acabam por se dar a conhecer nas nossas vidas. Quando estamos a atarefados a construir um negócio, a criar uma familia ou a cuidar das pessoas que amamos, quando estamos demasiado ocupados para prestar atenção às nossas emoções, temos de esconder os nossos impulsos sombrios e qualidades revestidas de vergonha, o que nos coloca em risco de explosão exterior. Numa questão de minutos, quando menos esperamos, um aspecto rejeitado ou indesejado de nós próprios pode emergir e destruir as nossas vidas, as nossas reputações e todo o nosso trabalho esforçado.

Quantos mais actos flagrantes de auto-sabotagem temos de testemunhar até compreendermos os efeitos devastadores de negar e reprimir o nosso refugo emocional não processado?

(...) Pode ser uma coisa tão insignificante como arranjar uma discussão com o seu marido antes de sairem para um compromisso há muito adiado, ou criticar a sua filha à frente dos amigos depois de passar meses a edificar a sua confiança. Pode ser o adiamento da actualização do seu currículo e perder uma oportunidade fantástica, ou passar uma noite à frente do frigorífico depois de três meses de dieta. Talvez seja fazer um remoque para si próprio pensando que alguém já tinha desligado o telefone quando na realidade não tinha. (...) Na maior parte das vezes, a nossa dor não processada magoará muita gente. Muitas vidas serão prejudicadas, muitos corações ficarão destroçados e alguns espectadores serão apanhados pelos saplicos.

Comparemos as nossas emoções reprimidas e qualidades renegadas a lava humana. A lava existe sob a superfície da terra. Se não houver saídas de vapor à superfície da terra para aliviar a pressão da força poderosa que jaz sob ela, o único escape é sob a forma de erupção. De igual modo, os nossos desejos e impulsos sombrios acumulam-s ns nossas psiques e, a menos que encontremos maneiras seguras e saudáveis de as libertar, expressam-se de modos inadequados e potencialmente perigosos. Reconhecendo, aceitando e acolhendo o nosso lado sombrio criamos em nós respiradouros naturais. Facultando uma abertura, eliminamos a preocupação de uma explosão porque permitimos que a pressão seja liberta de uma maneira segura e apropriada. Mas, quando está esondida na sombra, reprimida pela vergonha e negada por medo, a sombra não tem alternativa senão explodir.

Devemos expor as duas forças contraditórias que existem dentro de cada um de nós: a força que nos obriga a expandir a nossa capacidade de dar e receber amort, a prestar atenção à nossa voz interior e a ser um membro contributivo da comunidade – e a força que nos controla, sabota os nossos melhores esforços e nos guia repetidamente numa direcção, que é inconsistente com os nossos objectivos mais grandiosos e valores mais profundos. É este o momento de abrirmos os olhos às razões pelas quais pessoas boas -  trabalhadoras, emprenhadas, bem-intencionadas, frequentadoras da igreja e contributivas – fazem coisas más; e olhar honestamente para o modo como nos tornamos no nosso pior inimigo.

Segundo uma citação atribuída ao grande psicólogo Carl Jung, há décadas, “Prefiro ser inteiro a ser bom”; por outras palavras, se tentarmos ser apenas “boas pessoas” separando-nos ou dissociando-nos dos impulsos mais sombrios que existem na estrutura do nosso ego, isolamo-nos precisamente  da essência da nossa humanidade. E, ao reprimir o nosso lado sombrio, só o convidamos a manifestar-se de formas doentias.

Nós, boas pessoas, fazemos coisas más quando fugimos aos nossos impulsos humanos básicos e negamos a dor, o descontenatemnto, o desgosto e impulsos conflituantes. Quando, pro vergonha, negamos que temos necessidades e fraquezas humanas, fechamos os olhos à nossa natureza essencial e ignoramos as necessidades dos nossos selves inferiores. Depois, isolados da parte mais pura de nós, da nossa origem, encontramo-nos vulneráveis a expressar pensamentos, comportamentos e impulsos que nunca pensámos serem possíveis.

A história de Jekyll e Hyde é um exemplo extremo, mas a verdade é que a maioria de nós serve dois donos. A consciência humana não é “uma peça única” mas sim múltipla, dinâmica e inconsistente, volátil e frágil. Ao esforçarmo-nos por manter a nossa consciencialização diária, prestando atenção ao que acontece à nossa volta e dentro de nós, o nosso primeiro dono incita-nos a maximizar essa consciência, a ser um “bom” ser humano que terá sucesso no empreendimento da vida. O nosso segundo dono, por outro lado, pede-nos para sermos outro tipo de recipiente: em vez de sermos um contentor para maior consciência, pede-nos para conter todos os conflitos, contradiçõesm ambiguidades, ironias, paradoxos e complexidades da vida humana, que podem entrar em erupção, muitas vezes não solicitada e apesar dos nossos desejos em contrário, corrompendo as nossas melhores intenções. É esta a condição precária da nossa experiência humana.

Estas duas forças opostas fazem parte da nossa configuração humana. Não há absolutamente nada que possamos fazer para eliminar qualquer uma delas, nem o quereríamos. Quando compreendermos amnas e as deixarmos actuar do modo como foram comcebidas, consderamo-nos eternamente gratos por possuirmos estas duas forças. Podemos esforçar-nos por reprimi-las, escondê-las, negá-las, ignorá-las e emudecê-las, mas estarão sempre lá, quer queiramos reconhecê-las ou não. Estarão sempre lá nos momentos de paz interior e nos momentos de conflito."

Ler também " A Luz da Nossa Sombra", aqui.

18/02/13

Lei Universal dos Ciclos


Aceitar os ciclos da vida é um requisito importante para a prosperidade. Os países têm ciclos económicos em que por vezes o mercado está contraído; noutras vezes a economia está vigorosa e em alta. As estações sucedem-se nos seus ritmos de fartura de colheitas e de nudez onde a terra se prepara para acolher novas sementeiras. O dia e a noite sucedem-se ensinando-nos a dualidade universal nas suas espirais de actividade e repouso.

Também as nossas vidas têm ciclos de colher e de semear; de retiro e de actividade; há momentos em que somos podados pela vida e quase ficamos no osso, como as árvores no Outono; a Vida assim faz connosco para melhor podermos florescer na Primavera seguinte.

Celebre e agradeça por qualquer momento do ciclo em que esteja, agora mesmo.
Sabedoria é aceitar fazer o melhor possível em cada estação da Vida, para colher a maior prosperidade e benção quando chegar o tempo da colheita, sem atropelar as estações.

Excerto do artigo de "Para ser mais Próspero!" de Vera Faria Leal, Revista ZEN, 2009


17/02/13

O que fazer com a tua Criança Interior?


Abraça a tua criança interior, abraçando-te a ti mismo e diz-lhe: "Pequenin@, amo-te tanto, vives no meu coração, não tenhas medo de te enganar, de cair ou de não entender; não tens que ser uma/um campeã/o, a super estrela, nem a menina boa, o homenzinho da mamã. Só tens que ser tu, com o teu sorriso espontâneo.
E se te enganares, meu amor, juntos vamos aprender a partir do erro, curando feridas da alma, corrigindo a falta, aprendendo o que tens que aprender, tolerando o que tens de tolerar.

Raquel Levinstein


retirado de http://ordenesdelamor.org/ e traduzido por Cláudia Félix Rodrigues


Inscrições: www.1000caminhos.com ou pelo 935334087




16/02/13

Ignorar o coração

Eu vejo nos outros aquilo em que acredito, mas se por algum motivo deixo de ver, não deixo de acreditar, deixo de me relacionar, pois aquilo em que acredito é intocável e eu sou um homem que acredita no amor, na paixão, na amizade, nos afetos, nos sonhos, na lealdade, na coragem e na competência. Nada nem ninguém me fará deixar de acreditar nisto. 
E tu? Alguma vez perdeste o teu norte por causa de alguém? Toma atenção, a responsabilidade é sempre tua. Quem escolheu continuar perto, continuar a permitir isto ou aquilo e ignorar sistematicamente o seu próprio coração?

Por Gustavo Santos


15/02/13

Inspiração #32

Quando alguém ultrapassa os teus limites, a responsabilidade não é do outro. É tua.

Cláudia Félix Rodrigues



06/02/13

Sobre a Prosperidade e o Sucesso

"Tomar a mãe é contactar com o êxito e o dinheiro.
Tomar o pai abre-nos à força da realização profissional.
Tomar a ambos  permite que o êxito profissional flua na nossa vida. E ese êxito está unido à prosperidade económica."

Traduzido de ordenesdelamor.org.



31/01/13

AMOR-PRÓPRIO E ORGULHO EGOÍSTA



Poderia comentar a diferença entre o amor-próprio saudável e o orgulho egoísta?

Há uma grande diferença entre ambos, ainda que pareçam muito semelhantes. O amor-próprio saudável é um grande valor espiritual. A pessoa que não se ama a si própria jamais poderá amar os outros. A primeira agitação do amor tem de crescer no seu coração. Se não cresceu para si não pode crescer para mais ninguém, porque todos os outros estão demasiado afastados de si.

Devemos amar o nosso próprio corpo, devemos amar a nossa própria alma, devemos amar-nos na totalidade. E isto é natural; de outro modo, não poderá sobreviver. E é belo porque o embeleza. A pessoa que tem amor-próprio torna-se graciosa, elegante. A pessoa que se ama está destinada a tornar-se mais silenciosa, mais meditativa, mais piedosa do que aquele que não se ama.

Se não amar a sua casa, não a limpará; se não amar a sua casa, não a pintará; se não a amar, não a rodeará de um bonito jardim com um lago de nenúfares. Se se amar a si mesmo, criará um jardim em torno de si. Tentará fazer crescer o seu potencial, tentará exprimir tudo o que em si existe para ser expresso. Se se amar, você continuará a regar-se, você continuará a alimentar-se.

E se você se amar ficará surpreendido: outros irão amá-lo. Ninguém ama alguém que não se ama. Se não se amar a si mesmo, quem se dará ao trabalho de o fazer?

E a pessoa sem amor-próprio nunca poderá ser neutra. Lembre-se de que na vida não há neutralidade. O homem que não se ama a si mesmo, odeia - tem de odiar; a vida não conhece neutralidade. A vida é sempre uma escolha. Se você não amar, isso não significa que possa ficar, simplesmente, num estado de não-amar. Não, você odiará. E a pessoa que se odeia torna-se destrutiva. A pessoa que se odeia irá odiar toda a gente - tornar-se-á agressiva e violenta e estará continuamente enraivecida. Como pode a pessoa que se odeia esperar que outros a amem? Toda a sua vida pode ser destruída. Amar-se a si mesmo é um grande valor espiritual.

in Amor, Liberdade e Solidão de Osho

30/01/13

Inspiração do dia #30


Eu sou uma boa pessoa.
Eu mereço estar no meu peso ideal.
É seguro ter o meu peso ideal.
Eu sou uma pessoa adorável. Eu mereço amor.



29/01/13

Inspiração do dia #29


Eu tenho uma vida maravilhosa a fazer o que é importante para mim.
Eu recebo alegremente uma abundância de alegria, amor e dinheiro na minha vida.
Estou empenhada em prestar um serviço de excelência em tudo que eu faço.




28/01/13

Inspiração do dia #28


Eu conheço e uso as capacidades mentais, emocionais e espirituais para o sucesso. Estou disposta a mudar!



27/01/13

Inspiração do dia #27

Eu medito diariamente para dar ao meu corpo descanso profundo e  melhorar o meu sistema imunológico.


Eu respiro profundamente, trazendo energia a todas as minhas células.



26/01/13

Inspiração do dia #26

Eu acredito nas minhas próprias experiências. 
Como me amo e me aceito, e como amo e aceito os outros, as minhas experiências são cada vez melhores.



25/01/13

O Poder das afirmações positivas

Para aqueles que desconhecem os benefícios das afirmações positivas, eu gostaria de explicar um pouco o que são.

Uma afirmação é qualquer coisa que você diz ou pensa. Não nos damos conta disso, mas muitas vezes os nossos pensamentos são bastante negativos, seja a nosso próprio respeito, seja a respeito dos outros, das experiências que vivemos e do nosso futuro. Expressamos os nossos pensamentos em palavras, e se os pensamentos são negativos, as palavras também o serão. "Sou um total fracasso", "Os meus amigos desvalorizam-me", "Isso é muito difícil, não vou conseguir" são pensamentos que temos e frases que pronunciamos sem perceber o efeito negativo que exercem sobre nós. O que proponho neste livro é que tomemos consciência dos nossos pensamentos e palavras para deliberadamente trocá-los por afirmações positivas; que saibamos escolher palavras que irão ajudar a eliminar algo de nossa vida ou a criar algo novo para ela.

Uma afirmação abre a porta; ela é o ponto de partida do caminho para a mudança. É como se você dissesse ao subconsciente: "Assumo a responsabilidade. Estou consciente de que posso fazer algo para mudar."

Repito: cada pensamento que temos ou cada palavra que pronunciamos é uma afirmação. Todo o seu diálogo interno é um fluxo de afirmações. Você usa afirmações a todo momento, quer esteja consciente ou não. Afirma e cria suas experiências de vida a cada palavra ou pensamento.

As afirmações expressam as crenças a respeito de nós e do mundo, que vão sendo construídas desde a infância. Uma criança criada num clima de respeito e amor, que se sentiu acolhida e valorizada, tem uma visão - uma crença - a respeito de si mesma bem diferente daquela que foi abusada, ignorada, desrespeitada. É muito fácil imaginar o que acontece com cada uma dessas crianças. A primeira vai gostar de si mesma, vai acreditar em sua própria capacidade, vai se relacionar amorosamente com os outros e não se deixar desrespeitar. A outra estará sempre na defensiva, esperando hostilidade dos outros, relacionando-se com eles como a pessoa desvalorizada que acredita ser, deixando-se desrespeitar. Talvez na idade adulta ela diga que deseja encontrar um parceiro que a ame e respeite, mas sua crença mais profunda a impedirá de fazer isso, porque ela não se sente merecedora de um relacionamento de qualidade.

É importante prestarmos atenção a isso. As nossas crenças são capazes de nos fazer felizes, mas também podem estar a limitar a nossa possibilidade de criar exactamente as coisas que dizemos desejar. O que você quer e aquilo que acredita merecer podem não ser a mesma coisa. É preciso estar atento aos pensamentos e às palavras que os expressam para começar a eliminar aqueles que criam as experiências que você não deseja para sua vida.

Por favor, entenda que se você pensa e sente que a Vida não está lhe dando o que deseja, então é certo que nunca terá as coisas boas que a Vida dá aos outros - isto é, até que mude o modo de pensar e falar.

Pensar negativamente não é um defeito seu. Simplesmente você nunca aprendeu como pensar e falar. Essa descoberta de que os pensamentos criam as nossas experiências é bastante recente. Os seus pais provavelmente não sabiam disso, portanto não lhe podiam ensinar. Eles simplesmente reproduziram o modo como os pais deles os ensinaram a olhar a vida. Ninguém está errado. Mas está na hora de despertarmos e começarmos a criar as nossas vidas conscientemente, de um modo que nos satisfaça e fortaleça. Você pode fazer isso. Eu posso fazer isso. Todos nós podemos - precisamos apenas aprender.

in "O Poder das afirmações positivas"  de Louise Hay