"Finalmente colocou-se em palavras que o trabalho das Constelações está a morrer! Os terapeutas têm que se reinventar a si mesmos para que possa sobreviver... Não serve copiar o que os mestres fizeram ou disseram! A palavra iniciação vs. aprendizagem fez-se presente. As interpretações das resoluções são tão absurdas como a intenção de curar. A mudança de percepção ocorre quando praticamos a própria vida! O que use ou abuse da energia sem responsabilidade deve conhecer a palavra consequência! Todo o trabalho com energia deve criar valor tanto para ti como para os outros. A pergunta é, estamos a deixar que a energia nos use ou somos nós que a usamos? A nova forma que faz evoluir o trabalho tem que ver com algo mais simples, fácil e eficaz! A verdadeira espiritualidade e a própria vida e o respeito pelo outro! Se algo não evolui é porque retemos o que não deviamos! Quando nos sentimos cansados é porque há um desquilibrio em nós mesmos! Uma vez ouvi: A procura acaba quando começa a vida...!" Por Carola Castillo
Não podia estar mais de acordo.
O trabalho de constelações que pratico inclina-se mais para um campo de desenvolvimento pessoal do que para a cura.
Tenho entendido na prática algumas permissas que têm tido excelentes resultados:
Apenas me é permitido apoiar, nunca interferir ou impulsionar, o cliente no caminho que ele próprio quer e está verdadeiramente preparado para seguir;
O meu trabalho pode apoiar o cliente no processo de busca interior dos recursos que sempre existiram dentro de si;
Qualquer pessoa pode libertar o seu passado para se focar no presente;
Não há curadores fora de nós;
Quase sempre não interessa saber a origem do "problema", mas sim que energia, atitudes e comportamentos o mantém.
A tarefa crucial da grande mãe é simplesmente a seguinte, e nada além disso: viver a vida plenamente. Não pela metade. Não três quartos. Não um dia, abundância; no outro, penúria. Mas viver plenamente cada dia. Não de acordo com a capacidade do outro. Mas de acordo com a sua própria capacidade, predestinada, de livre-arbítrio, que dá a vida, não que entorpece a vida. E existe uma razão para esse impulso central.
Quando uma criatura resolve se dedicar a viver a vida do modo mais pleno possível, muitas outras que estiverem por perto se deixarão contagiar. Apesar das barreiras do confinamento, até mesmo de lesões, se alguém se determinar a superar tudo para viver plenamente, a partir daí, outros também o farão, e esses outros incluem filhos, companheiros, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos, animais e flores.
"Quando
uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem."
in Ciranda das Mulheres
Sábias - Clarissa Pinkola Estes
O meu
caminho espiritual consciente começou há 10 anos . Tinha decidido ajudar outros
no seu crescimento spiritual quando li o meu primeiro livro da Louise Hay, em
2006. Foi um momento muito especial da minha vida, com muitos desafios e
decisões a tomar, um salto de fé (na vida e em mim própria). O livro ajudou-me
a permitir confiar nos meus instintos e a seguir a minha felicidade.
Em 2009,
durante outro momento de mudança, conheci a Vera Faria Leal no meu primeiro
workshop Heal Your Life. Muitos outros se seguiram. Estou profundamente grata à
Vera por me ajudar a abrir esta porta para lugares dentro de mim que nem
imaginava existirem.
Finalmente
sou uma Hay Teacher vivendo uma paixão: partilhar este fantástico e
transformador legado.
Continuo a
fazer o meu trabalho interior todos os dias. Sou uma prova viva de como esta
filosofia funciona e pode realmente mudar a tua vida. Se permitires que a
mudança aconteça, se permitires que a vida se mova.
A vida é
movimento e move-se sempre para a frente, mesmo quando pensas que não. Move-se,
está a mover-se neste preciso momento. E nós temos que fluir com ela.
Contudo
muitos sentem-se presos e incapazes de fluir com a vida, a mudança pode parecer
insuportável. Muitos de nós precisam de se lembrar como fluir na vida, como
abraçar a mudança. Heal Your Life é uma forma muito efectiva e amorosa de o
recorder.
Confia na
Vida. A Vida está dentro de ti. Abraça a Mudança!
1 - Pára um pouco e olha a tua Vida (quantas vezes temos tempo para o fazer?). Olha mesmo, com os olhos do Coração bem abertos. Sente o que existe nela de que não gostas, que classificas como "mau" ou "menos bom".
2 - Faz uma lista. Escrever é importante, porque dá realidade às coisas, torna-as matéria. Mesmo o que é menos "bom" tem direito a existir na matéria... só assim pode ser transformado. 3 - Olha agora para esta lista. E pergunta-te "O que posso fazer para transformar esta realidade"?
4 - Se nalgum ponto achas que não podes fazer nada, sugiro-te que tentes perceber como é que contribuiste para essa realidade, que crenças existem em ti que contribuem para ela e que parte de ti ainda precisa desa realidade. Alguns pontos desta lista serão mais fáceis de transformar do que outros. Mas todos são transmutáveis.
Enquanto acharmos que nada fizemos para contribuir para uma situação, então nada podemos fazer para sair dela. Enquanto não assumimos a responsabilidade, não temos poder. E isso por vezes é confortável, faz-nos "voar baixinho", sem grandes ambições, sem grandes sonhos.
Um dia destes ao ouvir um relato de uma amiga e após as minhas próprias experiências, decidi escrever sobre a responsabilidade do terapeuta/facilitador do que quer que seja.
Algumas pessoas ficam surpresas com a forma como alguns terapeutas/facilitadores actuam. Supostamente, se são dos que trabalham para um mundo melhor deveriam ter mais noção do que dizem e de como dizem.
Por vezes, dizem-se coisas que programam o cliente de forma pouco positiva ou que não respeita os seus valores, que ofendem mais ou menos veladamente, que os colocam numa posição de superioridade, etc.
Se eu for ao médico e ele cruamente me disser "você tem um cancro" ou "você está é com a mania das doenças", eu não vou gostar. Vou-me sentir mal, em choque, talvez até me sinta ofendida ou derrotada.
Estaria o médico a mentir? Se calhar, até não. Mas é a forma como ele diz que muda tudo.
Na maior parte das situações que nos afectam negativa ou positivamente a diferença está na forma.
O terapeuta/facilitador é antes de mais nada um Ser Humano, com a sua personalidade, crenças e Sombra.
Quando um terapeuta/facilitador tem uma reacção abrupta, ofensiva ou irresponsável está a ser um reflexo nosso, mas também nós estamos a servir-lhe de espelho. Se depois disso, terapeuta/facilitador vai meditar sobre o que aconteceu é já um processo seu.
E nós também o podemos fazer. Isso não quer dizer que tenhamos que tolerar essas atitudes. Podemos sempre dizer "Chega!", ver e trabalhar o espelho e avançar.
Como terapeuta/facilitador é importante lembrar-se de que as pessoas geralmente vêm ter connosco fragéis e tudo o que dizemos reflecte-se exponencialmente. Quando nos respeitam e têm em grande consideração o que dizemos pode ser criativo ou destrutivo.
Muitos terapeutas/facilitadores justificam as suas atitudes porque sentiram que estavam a ser vampirizados energticamente, porque fizeram o que sentiram ser melhor para o outro ou para si próprios, porque a pessoa não quer evoluir, etc.
Até concordo que isso possa acontecer, mas a FORMA como reagimos faz toda a diferença.
Desde quando tenho o direito de humilhar, ofender e expor os outros? Quem sou eu para saber o que é melhor para ti? Quem sou eu para me achar dona e senhora da Verdade?
Não estamos aqui para equilibrar a nossa Vida Espiritual com a Vida Terrena? Onde é que nas atitudes ofensivas está o equilibrio? Não é também uma forma de abuso?
Enquanto terapeuta/facilitadora (e cidadã, mulher), eu própria já disse e fiz coisas que afectaram negativamente outros. Hoje reconheço-o. E desde que percebi que partes minhas atraiam pessoas abusadoras e que me impulsionavam a abusar dos outros, passei a agir de forma diferente. Sim, ajo quando tenho que agir, mas faço-o de FORMA diferente, com muito mais Amor. E tornei-me menos permeável às pessoas com a máscara de falsamente iluminados (em todas as áreas e não só na espiritualidade). Não as tolero na minha vida, mas não também não as maltrato.
Tenho também aprendido muito com alguns facilitadores que me têm mostrado como a determinação e assertividade podem ser Amorosas e Compassivas. Se dentro de nós houver um Lugar de Paz.
Para os terapeutas/facilitadores (e para todas pessoas), deixo aqui um exercício para fazerem quando falam com os vossos clientes e noutras situações da vossa Vida.
Este exercício foi retirado do livro "Como curar os seus pensamentos tóxicos" de Sandra Ingerman*
Coloque as suas mãos no seu coração para que sinta o seu coração enquanto inspira e expira. Coloque uma imagem ou um sentimento de algo precioso no seu coração conforme faz isto.
Respirar é uma das maneiras mais simples de transformar qualquer energia. Quando estamos em modo reactivo, a nossa respiração torna-se superficial. Quanto mais stressados ficamos, mais reagimos. Quando respiramos profundamente, a energia muda por si própria.
Tente fazer alguma respiração enquanto está com outras pessoas. Observe como a energia na sala muda conforme passa para um lugar de calma e centramento. Observe como pode transformar a energia de uma sala simplesmente respirando. Observe como a sua própria experiência muda de um estado contraído para um estado mais expandido. Observe a sensação de paz que sente ao fazê-lo.